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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Um elenco fantástico

Um elenco fantástico. Um tema infelizmente pouquíssimo explorado. Pode deixar a sensação de falta, de que algo poderia ser diferente. As relações humanas são complexas demais para serem condensadas num filme só, imagina então uma relação entre duas mulheres! Põe complexidade nisso.

Gostei do filme de uma maneira geral, apesar de perceber algum excesso por parte da comédia quando tratou da vida sexual das personagens, Jules e Nicky. Lésbicas fazer sexo, é fato. E não precisam de pênis para isso. Achei a piada grosseira e desnecessária, mas faz parte, dá para relevar. Afinal um filme, americano que mostra a estória de duas mulheres que construíram uma vida, uma família juntas é um grande passo, quase uma chegada a lua.

A partir do momento em que a homossexualidade, principalmente a feminina, ganha espaço, saindo do âmbito de filmes eróticos onde alimentavam fantasias masculinas para comédias românticas, dramas, romances sem finais trágicos, podemos perceber que aos poucos, bem aos poucos, a sociedade vem caminhando para o reconhecimento de que a orientação sexual é apenas mais uma nuance do ser humano, e que gays são pessoas que amam, sentem, desejam, formam família como qualquer outro, e que sofrem com preconceitos estúpidos que os colocam como pessoas de segunda categoria, negando-lhes direitos civis e muitas vezes a sua própria existência, como vemos tantas e tantas vezes nas famosas novelas nacionais.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Parece Mentira

Parece mentira

Em leituras seguidas

Falamos de preconceito

Seja gay, seja preto

As únicas coisas que ficam são

Hipocrisia e desrespeito

Com o direito que o outro tem de ser diferente.

Em qual escala cromática de pele deixamos de ser pretos para nos tornarmos brancos?

Num País que deveria, sim, se orgulhar por sua diversidade, onde a menina mais loirinha é negra, é desumano qualquer tipo de discriminação. Já que tantos fazem questão de tratar pessoas como cachorros ou gatos, aí vai: afinal, nesse País aqui alguém pode até parecer angorá ou persa, quem sabe siamês, mas no fundo o que somos mesmo é um bando de vira-latas da mais alta qualidade.

Somos muito mais africanos que europeus, na cor, no calor, no sabor, no ritmo e gingado, em tudo aquilo que nos orgulha dizer que somos brasileiros.

Para que se enganar? A Africa é nossa verdadeira mãe. Amém!