Segundo sr. Aurélio (2008):
Homossexual: que sente atração por ou tem relações sexuais com indivíduos do mesmo sexo.
Heterossexual: que sente atração por ou mantém relações sexuais com pessoa do sexo oposto.
Transexual: que deseja adquirir ou já adquiriu por meio de cirurgia as características sexuais do sexo oposto.
Caso você não tenha se identificado, fique calmo. Há conceitos e nomenclaturas para todos. Também há ONG´s e diversos ativistas em movimentos trabalhando o ano inteiro em prol da liberdade sexual. Entretanto, ainda há aqueles que insistem em fingir que essa diversidade não existe.
A psicóloga Márcia Arán faz uma retrospectiva histórica de como ocorreu esse processo de mudança na identidade sexual, do ponto de vista psicanalítico, e esclarece-nos sobre questões a respeito dos conceitos que eu citei inicialmente.
Chamou minha atenção a enorme influência da cultura em nossa identidade sexual. Não é à toa que ao perceber-se com um ‘gosto sexual’ diferente dos demais a primeira providência tomada é convencer a si mesmo a redefinir a questão do ‘certo’ ou ‘errado’ para sentir-se ‘incluído’. Fui clara?! Penso que sim.
Arán nos mostra que o gênero pode vir definido no nascimento, a identidade não. E, no entanto, somos moldados o tempo inteiro, desde a cor das nossas roupas, nossos brinquedos, decoração do quarto do bebê, até a ideia fixa de que existe um padrão de identidade sexual definido e arderá no fogo do inferno aquele que não segui-lo.
Analisando o processo de mudança quebramos conceitos, ampliamos nosso horizonte para a questão e percebemos que rotular só vai nos levar a segregação. Basta entender as possibilidades e viver e deixar os outros viverem da melhor maneira possível.
"...Acho que ser ou não se ser viado tá ultrapassado e não me leve a mal..." (Montenegro)