- Duração das coisas.
- Existência.
- União da alma com o corpo.
- Espaço de tempo compreendido entre o nascimento e a morte do ser humano.
- Maneira de viver no tocante à fortuna ou desgraça de uma pessoa ou às comodidades ou incomodidades com que vive
- Alimentação, subsistência, sustento, passadio.
- Condições para viver e durar; vitalidade.
- Princípio de existência de força; condições de bem-estar, vigor, energia, progresso.
- Expressão viva e animada, animação, entusiasmo.
- Causa, origem.
- Sustentáculo, apoio principal, fundamento, essência
domingo, 30 de junho de 2013
Vidas que não são
sábado, 25 de maio de 2013
Deus, o homem, a religião, o amor
quarta-feira, 1 de maio de 2013
O Capibaribe de João Cabral: poesia inteligente do poeta engenheiro
quarta-feira, 13 de março de 2013
O amor de Georges por Anne
terça-feira, 24 de julho de 2012
Riquesa e pobresa: faces de um mesmo enredo latino

O Brasil e a América Latina teriam "tido o azar" de serem ricos por natureza. A teórica "falta de sorte" do solo norte-americano, se converteu em aliado que permitiu que seus colonos, diante da improdutividade das terras recém-descobertas, um pouco mais a frente, dessem "carta branca" para que a "pobre terra estadunidense" pudesse tentar avançar a construção de sua nação através da industrialização.
O mesmo destino não teriam as terras latinas, que ricas em metais e com solo fértil só precisariam de mão de obra barata para ser explorada até o último ceitil. Desde a prata de Potosi até o ouro de Minas Gerais, as terras latina americanas financiaram o crescimento de diversos países europeus, em especial Holanda, França e Inglaterra.
Espanha e Portugal, teriam sido meras pontes do desenvolvimento dessas nações. Exlorando as terras recém-descobertas, para quase apenas, pagarem dívidas com tais países. Não chegando nunca a usufruir de fato, do produto do estrago/expoliação histórica que causaram aos países nascituros americanos.
Somente com ele, Galeano, visualizo essa possibilidade ousada de escrita. Trazer a história pro papel, de maneira leve e com sua linguagem característica. Com a propriedade e a ousadia de quem é um profundo conhecedor das mazelas da zona latina do novo continente.
Galeano além de um incansável estudioso, é um profundo apaixonado pela sua terra e um entuasta da idéia da Grande Pátria Latino Americana. Trás com entusiasmo histórias dos grandes nomes que sonharam na libertação real do nosso continente, dos grandes nomes Tupac Amaru, Juan Velasco Alvarado, José Morelos, José Artigas, Augusto Cesar Sandino, Emiliano Zapata, Simon Bolivar entre outros. Faz avaliação de conjuntura e arrisca prognósticos ousados pro futuro.
Apesar de muitas informações de As veias abertas da América Latina, já estarem superadas, o livro é rico demais. Um puxão de orelhas, um pisca alerta pra reflexão acerca da realidade. Um convite à saída do marasmo aceitacional no qual aparentemente estamos mergulhados.
Discutir a realidade atual, olhando pro umbigo e meramente pra conjuntura atual, é cair no perigoso caminho do convencimento fácil que o discurso liberal trás pra quem quiser caminho fácil.
Galeano propõe avaliar o verdadeiro "buraco" dos fatos, donde tudo nasceu. Propõe que diante do que temos vivenciado, como produto do atual sistema de produção e de relações sociais e internacionais, que consigamos, ainda em tempo, ter clareza de que nós vivenciamos em nosso dia a dia, apenas um mero desdobramento da expoliação sofrida no passado enquanto nação. Expoliação essa que serve hoje para que sociedades ricas possam usufruir através do "estado de bem estar social".
Galeano acredita na construção da Grande Pátria e na verdadeira libertação da América Latina.
As veias abertas da América Latina é um livro pra ser lido e pensado por todos os povos latino-americanos.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Filosofia e arte numa narrativa profunda
A wikipédia diz que Robert Maynard Pirsig é um escritor e filósofo e que foi uma criança super dotada, com QI de 170 aos 9 anos.Eu depois de ler "Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas" realmente não duvido. Um livro realmente muito bom, que trata de questões sobre a forma como vivemos, sobre como conseguir equilíbrio na dinâmica complexa de nossa existência no mundo atual. O livro tem o detalhe da ousadia do autor, que me lembrando "O mundo de Sofia", fez um livro de filosofia utilizando-se da técnica da narrativa, muitíssimo bem construída e amarradinha.
A história trata da narrativa de Robert, que de férias com seu filho Chris, parte em uma viagem de motocicleta na companhia dos amigos Sylvia e Jonh. Na viagem, nós, os leitores, seguimos na garupa dos pensamentos do narrador pelas estradas, passeando por temáticas do cotidiano, arte, humanismo, religião, filosofia, educação, manutenção de motocicletas bailando sutilmente ainda com as idéias filosóficas de Kant, Hegel e Poincaré, entre outros.
Em uma confortável posição, nós os leitores passeamos com Robert pela sua mente, enquanto ele refaz a trajetória de sua vida e de seu relacionamento com a figura de Fedro. Na verdade acho mais adequado tratar de "a personalidade Fedro". O autor nas suas divagações organizadas a partir do que ele chama chautauquas (séries de palestras que visavam edificar, divertir, aprimorar o raciocínio e fornecer cultura e informação ao espectador”) pauta e organiza o desenrolar do livro, que tem um final que me fez arrepiar.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Quando não consigo ser contaminada

A cada passagem de página, a cada chegada a um novo capítulo ressurgia em mim uma nova esperança de que as coisas avançassem rumo a minha expectativa. Fato que, chegado à última página, não conteceu.
A impressão que me deu foi a de falta de um mínimo de humildade do autor. A história flui, mas a impressão é a de que o autor tem uma preocupação contínua e maior que a obra. É uma preocupação que subjaz nas entrelinhas.
Tentei ter o cuidado de fazer com que a minha antipatia pelo protagonista, desde o início da leitura, não fosse transferida ao conjunto da obra, mas o fato objetivo, é que isso foi se tornando complicado, à medida que eu avançava na leitura.
Marcelo não deixava de aparecer. Acho que o escritor acaba se denunciando. Na verdade não sei se tem como se desnudar de si completamente, mesmo em obras teoricamente ficcionais.
Em suma, não consegui ser contaminada pelo livro que, a propósito, não indicaria. Mas tô com disposição para ler, mais pra frente, outros títulos do autor. Quem sabe não sai a má impressão.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Um convite à auto-sinceridade

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Longe de lá

Na Argélia o protagonista Mersault recebe um telegrama, com o comunicando do falecimento de sua mãe, que então morava em um asilo. Ele comparece ao funeral, entretanto sem expressar nenhuma emoção digna de nota, não chega a se comover pelo falecimento de sua genitora.
Na seqüência do romance o que se passa é uma narração de sua vida: sua amizade com um dos seus vizinhos, Raymond Sintès; seu namoro com Marie, uma antiga colega de trabalho; seu cotidiano no trabalho; suas atividades de lazer... sempre com uma aparente marasmática tonalidade deja vu, na narrativa que é feita sempre feita em primeira pessoa.
Um dia, após uma confusão em que seu vizinho Raymond sai ferido, em um uma fração de minuto rapidamente confundido pela luz e calor do sol forte, Meursault se equivoca na leitura de um possível risco que corre, e mata um árabe, que havia ferido o amigo anteriormente.
O restante da trama trata da prisão e julgamento de Meursault, que entre suas peculiares lembranças de sua vida pregressa e sua adaptação à nova realidade na prisão, nos leva a uma viagem acerca de sua aparente apatia perante à vida.
O julgamento é marcado pelo equívoco. O protagonista praticamente não é julgado pelo crime. A tese da acusação é sustentada insistentemente pela ausência de emoção de Mersault quando da morte da mãe. É a defesa de um modo padrão de ações/emoções esperadas. O objeto do julgamento perde o motivo de ser. Mersault é enfim condenado.
Um incômodo paulatinamente me acometeu durante a leitura ao lidar com a indiferença contínua do protagonista. Que aparentemente em nada se afeta diante dos fatos da vida. Em poucas passagens do livro, algo próximo de emoção é posta. No mais a narrativa é fria. O que aquece o leitor (meu caso), exatamente é a inquietação própria da abstinência viciosa de quem em muito ainda está contaminada pela dinâmica hollywoodiana e fica na espera de uma reviravoltas em um romance que já estava posto, de uma emoção que já existia desde sempre.
Era como se para Meursault, se sujeitar a qualquer regra social fosse um sacrifício que não valesse a pena. Era como se o seu viver tivesse um valor diferente. Em alguns momentos era como se ele fosse um estrangeiro, vendo a si próprio, de fora, diante do desenrolar de sua própria vida, longe de lá...
O livro é a mais famosa obra do autor. Instigante... deu vontade de ler os demais!
quarta-feira, 2 de março de 2011
UMA VIAGEM PELA PENA ASSOMBRADA DE VIRGÍNIA WOOLF

Me assustei muito com Uma Casa Assombrada. Me percebendo sentir o temor que a falta de alguma obviedade (mesmo sentimento de quando comecei ler Lígia Fagundes Teles) me traz, segui firme adiante. Era como se cada página fosse uma batalha e ao virá-la eu pensava: meu Deus o que ela (Virgínia) traz pela frente?
Consegui ler todos os contos. Ao todo 21. E fiquei muito feliz por ter vencido meus medos de trafegar com aquela mente inquietante pela avenida das suas idéias. E que idéias! Quantas vivências, quanta sensibilidade...
Tem muita peculiaridade na escrita dela. A sua apreensão de mundo me cativou profundamente. Cada detalhe descritivo era levado em consideração com uma admiração muito sincera, a meu ver. Não se trata das descrições cansativas de alguns autores, mas sim de toda uma significação de importância impressa, que havia no simples fato de ela registrar algo ou alguma coisa.
Me perguntei em vários contos se não havia ali, algum grau de contaminação da escrita com a inquietude mental e da labilidade emocional, que é historicamente registrada acerca da personalidade de Virgínia. Acho que a resposta foi sim, há muita contaminação. Há contos que pra mim foram literalmente incompreensíveis. Nesses casos não aconteceu de não ter conseguido ler nas entrelinhas. Pra mim, as linhas e entrelinhas eram indecifráveis.
Gosto quando um autor me desafia assim. A persistência de ter avançado pra mim foi um prêmio. E o melhor é saber que ganhei muito por ter lido contos excelentes como Lappin e Lapinova, O Legado e Unidos e Separados.
“Encarar a vida pela frente... Sempre... Encarar a vida pela frente, e vê-la como ela é... Por fim, entendê-la e amá-la pelo que ela é... E depois deixá-la seguir... Sempre os anos entre nós, sempre os anos... Sempre o amor... Sempre a razão... Sempre o tempo... Sempre... As horas.” Virginia Woolf
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
UM BAILE COM LYGIA: COLORIDOS PRA TODOS OS GOSTOS

Lygia Fagundes Telles: que escritora! Não é a toa que é membro da Academia Paulista de Letras, da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa. Surpreendeu-me de fato.
Antes do Baile Verde é um grande livro. Me vi navegando em mares tortuosos e nunca navegados. Me vi limitada com meus desejos de conclusões, com meu apego à lógica, com minha saudosa intuição buscando o óbvio que não vinha. Enfim, desbravar as barreiras literárias tem sido o melhor desses cafés. E com Lígia, foi uma aventura adentrar nesse universo de dezoito contos com ópticas das mais variadas. Eu perguntava e ela dizia não. Eu mapeava possibilidades e ela embaralhava meu cérebro. Eu quis desistir e ela contava com graciosidade e não fui capaz de parar (ainda bem).
A Chave foi o que mais me fascinou, mas me surpreendi muito também com Venha ver o pôr do sol, Eu era mudo e só e com O menino. Me emocionei com Natal na barca. E gostei muito da retratação da relação de A ceia.
Um belo livro. Sem dúvida uma grande autora.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
DUAS MENINAS E UM AMOR

Karina Dias de fato me prendeu a atenção em uma leitura dinâmica de cerca de sete horas. Uma tarde pós trabalho, uma rede na varanda e um copo com água foram meus companheiros nessa aventura.
De fato a revisão, ou talvez a falta de revisão da editora Malagueta, chegaram a me irritar. Os erros de ortografia e de gramática chegaram a me tirar do sério. Não gosto de trabalhos mal feitos nesse sentido. Até porque, ao comprarmos um livros pagamos por um serviço (criatividade e transpiração do(a) autor(a), qualidade do papel, do designe, a revisão e por aí vai) e nesse caso faltou o trabalho do revisor.
Voltando ao trabalho de Karina Dias, reitero que o título me cativou durante as cerca de sete horas de leitura. Ela vai narrando e você vai viajando na trama, querendo devorar cada página pra saber da seguinte.
O formato de capítulos alternados de escritas com perspectivas de ambas protagonistas é uma pimentinha que ajuda a leitura a não ficar enfadonha.
Na verdade houve alguns momentos em que a leitura ficava um pouco monótona, com diálogos que aparentemente, se subtraídos não deixariam a trama com menor sabor.
Senti falta, obviamente, daquela perspectiva filosófica de alguns títulos, onde adentrando no espaço interior dos protagonistas, os autores filosofam e apimentam a leitura com perspectivas de mundo diferenciadas e mais ou menos profundas. Karina de certa forma não adentra nessa perspectiva (talvez intencionalmente) se limitando ao óbvio, ao mais superficial.
Eu particularmente fiquei atraída pela temática. Um romance de temática homossexual, que até pouco tempo eu pouco conhecia. Pra mim ainda é uma nova realidade na qual eu estou tateando.
Duas meninas. Duas realidades substancialmente díspares. Da monotonia de uma rotina ao perigo de uma vida de prostituta de infância traumática.
Achei fantástica a persistência de Duda. Acho que por contrastar e muito com a minha realidade de pouca disposição pra grandes desafios. Enfim, é uma história de amor. Gostei da abordagem social da realidade da família de Duda, da naturalidade com a qual a condição de homossexual dela, é aceita no seio familiar pelos irmãos, cunhada e especialmente pela mãe.
Espero que seja uma tendência essa temática se expandir na literatura, no entendimento de que nossa sociedade deve avançar rumo ao fim do preconceito e ao respeito ao amor em todas as suas formas.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
GRANDE FAMÍLIA: COM AMOR TODA ELA PODE SER UMA
Duas mulheres, dois filhos, uma família normal. Trabalho, escola, jantares familiares, crises de adolescentes, amizades adolescentes... Gostei muito do tom de normalidade dado ao filme pela diretora Lisa Cholodenko. Chega desses clichês e da importância das crises de casamentos gays, muitas vezes evidenciadas nos filmes da temática, dando grifo ao preconceito, às dificuldades, etc e deixando de lado a potencial normalidade que pode ser vivenciada na criação amorosa e estruturada de um filho por parceiros (as) do mesmo sexo.
O filme pra mim trouxe muitas questões, que ao meu ver acabaram não podendo ser aprofundadas diante de tantas questões que tratou: casamento gay, inseminação, criação de filhos, direito dos filhos de conhecerem os doadores... enfim... pra mim, qualquer um desses aspectos já daria pano pra manga pra fazer de cada um deles, um filme.
Mas Lisa foi ousada e dirigiu tudo direitinho. Fica apenas um gostinho de quero mais em relação a alguns aspectos.
A polêmica maior pra mim foi a da traição mesmo. Porque a parte emocionante foi quando a traição se configura, como o retrato da família fica nítido, como há sofrimento, como os filhos tomam partido, como tenta-se preservar o núcleo familiar. Tudo que estava sendo enfocado, perde a importância e a preservação do amor, da família, a ênfase na união dos quatro se torna a prioridade.
Muito gostoso de ver. Vale a pena refletir.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
BRASILEIROS: FILHOS INGRATOS DE UMA "MÃE PRETA"?
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"RACISMO É BURRICE"
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"O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte que a água do mar"
É uma burrice coletiva sem explicação
Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união
Mas demonstra claramente
Infelizmente
Preconceitos mil
De naturezas diferentes
Mostrando que essa gente
Essa gente do Brasil é muito burra
E não enxerga um palmo à sua frente
Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente
Eliminando da mente todo o preconceito
E não agindo com a burrice estampada no peito
A "elite" que devia dar um bom exemplo
É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
Num complexo de superioridade infantil
Ou justificando um sistema de relação servil
E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação
Não tem a união e não vê a solução da questão
Que por incrível que pareça está em nossas mãos
Só precisamos de uma reformulação geral
Uma espécie de lavagem cerebral
Racismo é burrice
Não seja um imbecil
Não seja um ignorante
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
O quê que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco
Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços
Se você discorda, então olhe para trás
Olhe a nossa história
Os nossos ancestrais
O Brasil colonial não era igual a Portugal
A raiz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo, preto
Nascemos da mistura, então por que o preconceito?
Barrigas cresceram
O tempo passou
Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor
Uns com a pele clara, outros mais escura
Mas todos viemos da mesma mistura
Então presta atenção nessa sua babaquice
Pois como eu já disse racismo é burrice
Dê a ignorância um ponto final:
Faça uma lavagem cerebral
Racismo é burrice
Negro e nordestino constróem seu chão
Trabalhador da construção civil conhecido como peão
No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou o que lava o chão de uma delegacia
É revistado e humilhado por um guarda nojento
Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro, ao nordestino e a todos nós
Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói
O preconceito é uma coisa sem sentido
Tire a burrice do peito e me dê ouvidos
Me responda se você discriminaria
O Juiz Lalau ou o PC Farias
Não, você não faria isso não
Você aprendeu que preto é ladrão
Muitos negros roubam, mas muitos são roubados
E cuidado com esse branco aí parado do seu lado
Porque se ele passa fome
Sabe como é:
Ele rouba e mata um homem
Seja você ou seja o Pelé
Você e o Pelé morreriam igual
Então que morra o preconceito e viva a união racial
Quero ver essa música você aprender e fazer
A lavagem cerebral
Racismo é burrice
O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista
É o que pensa que o racismo não existe
O pior cego é o que não quer ver
E o racismo está dentro de você
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
E desde sempre não pára pra pensar
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar
E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural
Todo mundo que é racista não sabe a razão
Então eu digo meu irmão
Seja do povão ou da "elite"
Não participe
Pois como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice
Racismo é burrice
E se você é mais um burro, não me leve a mal
É hora de fazer uma lavagem cerebral
Mas isso é compromisso seu
Eu nem vou me meter
Quem vai lavar a sua mente não sou eu
É você.
Racismo É Burrice
Gabriel O Pensador
Composição: Gabriel O PensadorFonte: letras.com
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
ADOLESCENTE AMIZADE COLORIDA
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| Imagem: Google |
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
"O POETA É A PIMENTA DO PLANETA"
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| Imagem: Google |
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
LIBERDADE É VIVER A VERDADE
Márcia Arán, um nome pra se anotar. A psicóloga e professora é danada. E não é que conseguiu me fazer ficar vidrada no monitor sobre um assunto que não tenho muita propriedade pra falar? Bem... o fato é que a didática da professora é incrível e quem viu o vídeo sabe, ela foi coesa e pragmática. Conseguiu apimentar a teoria, tornando-a digestiva. Sexualidade contemporânea e novas formas de subjetivação. É esse o tema que a professora se propôs a tratar.
Pra Arán, alguns teóricos elencam alguns efeitos colaterais relacionados à questão da sexualidade como: o apagamento da diferença sexual; a crise do simbólico; e as mudanças da sexualidade como causadores da estruturação da sociedade. No que a professora discorda afirmando que deve-se manter os conceitos de diferenças e pensar os laços sociais entre homossexuais/transexuais/transgêneros, apenas deslocando a noção de diferença da maneira clássica de se pensar o masculino e o feminino.
A proposta de Arán foi tratar de três questões na palestra: 1) Deslocamento do feminino (mudança de lugar da mulher na sociedade); 2) Casamento homossexual; 3) Transgenerismo e transexualidade (construção de si com modificações corporais).
Engraçado é perceber o preconceito tão vivo e real dentro de cada um de nós. E o nome já diz pré-conceito, conceito pré definido, estabelecido. Conceitos elaborados com bases não sólidas, empíricas, concebidas a partir de valores e crenças estritamente pessoais, que embaçam o pensamento lógico e a definição clara e mais próxima do real.
Me chamou a atenção as colocações feitas acerca do casamento homossexual, onde a professora coloca claramente as teorias assustadoras colocadas por alguns teóricos e psicanalistas sobre o assunto, alegando-se que poderia haver, perigo da crise da família; que as referências identitárias masculinas e femininas se apagariam; haveria degeneração da cultura. E a professora desconstrói essas colocações e baseada em pesquisas científicas, afirma que não existe nenhuma diferença na forma como as crianças são criadas, não sendo assim a opção sexual dos pais, importante nesse processo.
Outra questão instigante foi sobre um universo desconhecidíssimo pra mim, sobre os transgêneros, travestis e transexuais. Fui logo ao dicionário e ao Google tentar entender melhor:
• Transexualidade: identidade de gênero diferente do corpo biológico. Desejo de viver e ser aceito como sendo do sexo oposto. Vontade de efetuar a modificação corporal via transição do sexo corporal.
• Transgenerismo: expressão de gênero não corresponde ao papel social e ao gênero do nascimento. Estão em trânsito entre um sexo e outro.
• Travestismo: Ato de travestir-se com roupas do sexo oposto.
- Drag Queen: fantasia-se cômica e exageradamente com o intuito geralmente profissional.
- Transformista: veste roupas usualmente próprias do sexo oposto com intuitos essencialmente artísticos comerciais. Não necessariamente isso interfere na sua orientação sexual.
E sobre o assunto a professora esclareceu, não há existe nenhuma fundamentação psicopatológica pra justificar que a condição ainda esteja incluída no CID 10 como Transtorno de Identidade de gênero, que se refere a incoerência entre sexo e gênero.
Muito boa pedida, muito bom abrir a mente, muito bom pensar no assunto, descortinar as idéias preconceituosas e consequentemente se alimentar de esclarecimento, de ciência, de verdades que são distantes demais, quando não há a disposição de enxergá-las e tentar se apoderar do saber.
Viva a liberdade de ser!
Viva o respeito!
Viva o amor!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
EXISTIR: POR QUE HAVEMOS DE SER?
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| Imagem: Google |
Laurence é justa e correta, uma publicitária normal. E Simone de Beauvoir apenas se encarrega de adentrar sua mente e nos conduzir nesse emaranhado mental nas deliciosas 140 páginas de As belas Imagens, ao íntimo dessa mulher.
Laurence é apenas uma grande questionadora. Ela cria, recria, analisa, modifica, reconsidera, elenca, tria, pondera, assusta-se, frustra-se si quando frusta os outros. Da adolescência de menina impecável, perfeita, moça excelente, direita, primorosa, perfeita... Laurence diz adolescência podada, limitada, restrita.
Laurence questiona sua vida, sua felicidade, enxerga a alegria, questiona a felicidade, tenta justificar a solidão, tenta entender as trivialidades do olhar/perspectiva da mãe sobre a vida e a profundidade da solidão do pai, em todas as nuances dos seus mistérios (com seu pai, nem as banalidades são banais, por causa daquela luz de cumplicidade nos olhos dele).
Laurence tenta ser uma boa mãe, espelhando-se inclusive nos equívocos cometidos com a própria em infância.
Laurence repensa o “caso extraconjugal” e não o casamento.
Laurence repudia a trivialidade.
Fiquei com vontade de Ler mais Beauvoir. De me apoderar mais do saber existencialista.
domingo, 19 de setembro de 2010
AMORES (IN)COMPLETOS
Desafio danado: o que sai de Saint-Exupéry com Cristiana Guerra? Certamente produto prazeroso e difícil de unir, entretanto belo. Reflexões de amor. Além de traços de vivências de amores não possíveis, trazem também percepções inúmeras de outras ordens.
Exupéry escreve a ela (a amada). E Cristina escreve a ele ( o broto do amor).
Sobre o valor d “os sorrisos, as palavras sem importância que são tão importantes” de Exupéry Guerra os vivencia e traduz “com ele eu me sentia segura para ser eu mesma. Eu me sentia à vontade para não saber. Amávamos nossas imperfeições. Ríamos delas. E assim as acolhíamos. Por serem nossas... o nosso sim era a cada dia... no amor fresco e leve... que “é preciso regar todo dia. Cuidar como planta frágil” pois o amor “é feito de faltas e presenças, nenhuma das duas pode faltar... é feito de liberdade. É como ter, todos os dias, muitas outras opções. E, ainda assim, fazer a mesma livre escolha... descobrir no olhar do outro que você que você foi escolhido de novo... O amor é feito de falta, mas não sobrevive sem a presença. O amor é feito de hoje... O amor interrompido no seu auge permanece bonito para sempre...”
Há desengano em Exupéry na fala do “mergulho num tempo vazio onde não tenho mais motivo pra sonhar” e de Guerra abrindo-se: “Eu temia estar vazia, incapaz de amar você (o filho)... troquei a dor da angústia pelo silêncio da saudade... medo de ver fugirem as palavras que me vinham naquele turbilhão...Queria mesmo era motivo pra não escrever.Para dar conta da morte, a gente arranca uma espécie de esquecimento, não da pessoa, mas da sensação que tinha ao lado da pessoa... “seu coração batendo dentro de mim é que me manteve viva”. A falta dele ocupa um espaço muito grande na minha vida.
E as definições dela, não podem deixar de ser postas:
• Afinidade... é o que deixa a sensação de estar levando a outra pessoa com a gente, aconteça o que acontecer...a capacidade de fazer o outro rir é outra deliciosa afinidade. Rir é o que faz a gente voltar a ser criança... quando uma pessoa tem humor ela sabe rir principalmente de si mesma - até nas situações mais difíceis.
• Surpresa é o que acontece pra nos mostrar que a vida não pode ser controlada.
• Falta é a luz de um flash nos cegando por um tempo.
• Lembrar é sentir de novo.
• Solidão: é quando você descobre que a única pessoa que conhece a sua alma já não está mais aqui.
• Passado é um lugar bonito para visitar de vez em quando. Não para morar.









