Quando iniciei a leitura, diante da frieza de
sentimentos,
pensei que se trataria de descrição de um personagem com algum
transtorno de
personalidade ou patologia psíquica. Mas não. O personagem, ao meu ver, é
uma
caricatura das ideias existencialistas.
Em forma de romance o autor
retratou
duas fortes ideias existencialistas: o viver somente o presente de cada
dia e “ser
condenado a morrer”. O estar diante da morte é a principal fonte de
angustia e mal estar das pessoas, somente ao se aceitar esta
"condenação" é possível se viver mais plenamente e em "paz".
Lembrei
muito do filme Melancolia.
Carla Zambaldi
