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| Imagem: Divulgação |
Em 'A estrada' somos inseridos em um mundo pós-apocalíptico, devastado, cheio de desgraça e vazio de humanidade. E nesse cenário cinza, frio e cruel passamos a acompanhar a jornada de um pai e o seu filho lutando pela sobrevivência, que não é apenas uma questão de encontrar comida e algo para se aquecer. Na viagem em direção ao sul, eles enfrentam os perigos de um tempo onde 'homens maus' são capazes de estocar seres humanos para comê-los mais tarde.
O filme retrata o que homens 'bons' são capazes de fazer quando estão no limite. No limite do sofrimento, do medo, da fome, da luta... E que mesmo em momentos extremos há a opção de deixar ou não o 'fogo' apagar.
É de se ficar pensando como reagiríamos em situações tão adversas como as encontradas no filme. Eu não sei. Não sei se conseguiria viver como selvagens, atirando antes e perguntando depois, fugindo, me escondendo... Mas e isso é vida? Não encontro sentido e acredito que faria parte dos que não se contentariam em 'apenas' sobreviver.
Contudo, não sei se meu pensamento seria diferente se eu tivesse um filho, talvez minha perspectiva mudasse e minha 'vida' voltasse a ter um sentido. De qualquer forma, ainda precisaria de muita fé para sobreviver em tempos sem esperança alguma.