Mostrando postagens com marcador Anna Flávia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Anna Flávia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O olhar da alma...

"Há um olhar que desnuda, que não hesita em afirmar 
que existem fidelidades perversas e traições de grande lealdade. 
Este olhar é o da alma. "

Não precisava de mais. Com o trecho acima, 'A alma imoral' do Nilton Bonder já havia me conquistado. Contudo, bastou continuar a leitura para descobrir que o livro é mais. Muito mais. Um convite à reflexão sobre, por exemplo, o que é 'certo' e 'errado'. Um chamado para sermos nós mesmos, honestos e livres. Enfim, um livro que vale muito mais a pena ser lido que eu poderia descrever.

terça-feira, 26 de abril de 2011

O clube da Felicidade e da Sorte


Oito mulheres. 
Duas gerações.

Quatro mães. Quatro filhas. 

Oito histórias.
Duas pátrias.

Uma esperança.

Liberdade.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Amores instantâneos

Parece que quando atração, mistério, tesão, paixão e encanto se misturam com um certo ingrediente mágico o amor aparece.

E não adianta o que aconteça, os olhos cegam para as dificuldades e até a realidade cruel passa a ser ignorada com o intuito único de fazer o amor vencer. Ao menos é assim na ficção, onde quase sempre o casal principal supera todos os obstáculos pra ficar junto no final.

Até porque, quem vai querer destruir as ilusões dos leitores mais românticos?

Karina Dias que não!
(ou sim? só lendo 'Aquele dia junto ao mar' pra descobrir.)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Vamos combinar?

Imagem: Google
Ser pai é uma coisa totalmente diferente de ser o doador do esperma. 

Família não é, nunca foi e nem será, aquela composta obrigatoriamente de pai, mãe e filho(s). 

Mais importante que ter um pai e uma mãe é ter respeito, limites e amor em casa. 

Ter pais heterossexuais não faz os filhos serem heterossexuais, logo ser filho de homossexuais não mudará a orientação do rebento.

A felicidade dos filhos não está relacionada a orientação sexual dos pais.

E a combinação (mãe, mãe e filho(s); pai, pai e filho(s); pai, mãe e filho(s)...) é o que menos importa!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A dor e a delícia...

Sofrer com os preconceitos de uma sociedade hipócrita... Em que ano estamos?
1950 - 1970 - 1990 - 2010

Se Léone era adiantada pra época? Não sei o que pensar se ainda hoje estamos atrasados pra nossa.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O amor é estranho...

Quando um relacionamento amoroso começa a gente nunca sabe onde vai chegar, mas sempre queremos que dure. Que seja eterno e que todos aqueles desejos dos casais mais apaixonados se realizem.

O que a gente nunca quer é que termine. E não importa se por um infarto ou por ter sido apenas um caso. A gente nunca espera é que termine.

Da urgência de algumas pessoas em amar à frieza de outras em ignorar, o amor e suas variações. Dois livros de amores reais. Desses de cinema. Sem final feliz. Sem final.

De 'Para Francisco' e de 'O amor do pequeno príncipe' uma certeza ficou ainda mais acentuada em mim.

Relacionamentos terminam, mas o amor ainda pode durar, mudar e não ter fim.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Viver ou Sobreviver?

Imagem: Divulgação
Em 'A estrada' somos inseridos em um mundo pós-apocalíptico, devastado, cheio de desgraça e vazio de humanidade. E nesse cenário cinza, frio e cruel passamos a acompanhar a jornada de um pai e o seu filho lutando pela sobrevivência, que não é apenas uma questão de encontrar comida e algo para se aquecer. Na viagem em direção ao sul, eles enfrentam os perigos de um tempo onde 'homens maus' são capazes de estocar seres humanos para comê-los mais tarde.

O filme retrata o que homens 'bons' são capazes de fazer quando estão no limite. No limite do sofrimento, do medo, da fome, da luta... E que mesmo em momentos extremos há a opção de deixar ou não o 'fogo' apagar.

É de se ficar pensando como reagiríamos em situações tão adversas como as encontradas no filme. Eu não sei. Não sei se conseguiria viver como selvagens, atirando antes e perguntando depois, fugindo, me escondendo... Mas e isso é vida? Não encontro sentido e acredito que faria parte dos que não se contentariam em 'apenas' sobreviver.

Contudo, não sei se meu pensamento seria diferente se eu tivesse um filho, talvez minha perspectiva mudasse e minha 'vida' voltasse a ter um sentido. De qualquer forma, ainda precisaria de muita fé para sobreviver em tempos sem esperança alguma.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

A solidão em todos nós

'(...) descubra em si mesmo paciência o bastante para suportar
e simplicidade o bastante para acreditar.'
(p.86)

Nas dez cartas publicadas poucos anos depois da morte de Rilke, encontramos lições que devem ser aprendidas e vividas por todos nós em todos os tempos.

Mais que simples conselhos a um jovem escritor, 'Cartas a um Jovem Poeta' possui uma seleção de reflexões essenciais para a elevação do ser e uma excelente observação sobre a inspiração, que há de vir de dentro e não de fora, como muito se pensa.

Essa grandiosa obra de Rilke reúne a sabedoria de alguém que conseguiu enxergar beleza na tristeza e revelar a importância da solidão para o amadurecimento de cada um.

Rilke ainda foi além e conseguiu de uma forma única e poética mostrar uma intensa relação entre o amor e a solidão, como se para o primeiro existir verdadeiramente uma entrega ao segundo deverá preceder.


'(...) aquele amor permanece tão forte e intenso em sua lembrança
porque foi sua primeira solidão profunda.'
(p.71)

'De resto, deixe a vida acontecer.' (p.86)