segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Um homossexual pode ser mãe/pai?


A partir do momento que decidimos ter filhos, começamos a adentrar em um mundo misterioso.

Não podemos prever como nada será. É diferente porque o casal é composto por pessoas do mesmo sexo? Por que? Os mistérios são os mesmos, nem mais, nem menos. Estaríamos privando esse futuro serzinho de um pai ou uma mãe por escolha? Também acredito que não, pois ser gay não é escolha. E o fato de ser gay impede de ser mãe/pai? Não, definitivamente não. O fato de uma futura criança nascer em uma família composta por duas pessoas do mesmo sexo não deve ser encarada como um pesar, como uma perda. "ahh essa criança perdeu a oportunidade na vida de ter uma pai (ou mãe, dependendo do casal)" Não, ele não "perdeu" a oportunidade, ele está vivo, bem cuidado, com carinho e com muito amor, essa é a melhor oportunidade de viver. Para mim, certas questões são mínimas diante da magnitude que é a vida. Se o futuro serzinho quiser saber as suas origens? Saberá. Mas isso trará algum vínculo afetivo? Dependerá de como ele(a) entenderá a vida, amores, cuidado, dependerá de como ele entenderá o que é ser FAMÍLIA. E ele(a), se tiver a sua família, mesmo que seja homoparental, bem estruturada, não sentirá buracos emocionais que precisem ser preenchidos por terceiros, alheios a tudo.
Bem, mas esse foi um dos pontos da discussão de sábado. Só que o fato de uma casal homoafetivo ter filhos não é nem questionado no filme. Mas foi questionado no encontro.
São muito os pontos que o filme levanta... esse foi o que me tocou.

Imagem retirada do Google.

domingo, 19 de dezembro de 2010

NO PETIT BISTROT

Começou com Glenda, que tirou Anna Flávia, que tirou Leusa, que tirou Ana Carla, que tirou Manu, que tirou Glenda e parou a corrente momentaneamente porque faltavam Bárbara e Lila e ambas se tiraram e tudo deu certo! Antes que você continue achando estranho esse texto, vou logo explicando que essa foi a ordem da nossa Amiga Secreta. Pois é. O último encontro do Grupo Café com Leitura de 2010 aconteceu no sábado dia 11, no Petit Bistrot, em Casa Forte, com sabor de confraternização e troca de presentes, símbolo de uma amizade e companheirismo que estão sendo construídos quinzenalmente de forma presencial, mas quase que diariamente com as nossas trocas de emails.

Mas não foi só congraçamento, não. O the end year meeting teve como discussão o filme “Minhas mães e meu pai”. A película conta a história de duas mulheres casadas que geraram, cada uma, um filho biológico cujo pai vem de um banco de sêmen. Polêmico? Sim, pela própria história, que nos levou a um questionamento: contar ou não para um filho quem é o seu pai em um caso como esse? Ele tem o direito de saber ou isso não importa já que a semente foi apenas uma semente e não um ser participante? Complicado? Assista ao filme e leia as nossas postagens, não importa em que ordem.

Aproveitando essa conversa, o Grupo Café com Leitura informa aos seus queridos leitores que voltará às atividades na segunda semana de janeiro, quando discutiremos outra obra. Até lá e boas festas de fim de ano!

Próximo encontro:
Dia: 08/01/11
Tema: Literatura
Livro: Aquele dia junto ao mar
Indicação: Anna Flávia

sábado, 11 de dezembro de 2010

Parece Mentira

Parece mentira

Em leituras seguidas

Falamos de preconceito

Seja gay, seja preto

As únicas coisas que ficam são

Hipocrisia e desrespeito

Com o direito que o outro tem de ser diferente.

Em qual escala cromática de pele deixamos de ser pretos para nos tornarmos brancos?

Num País que deveria, sim, se orgulhar por sua diversidade, onde a menina mais loirinha é negra, é desumano qualquer tipo de discriminação. Já que tantos fazem questão de tratar pessoas como cachorros ou gatos, aí vai: afinal, nesse País aqui alguém pode até parecer angorá ou persa, quem sabe siamês, mas no fundo o que somos mesmo é um bando de vira-latas da mais alta qualidade.

Somos muito mais africanos que europeus, na cor, no calor, no sabor, no ritmo e gingado, em tudo aquilo que nos orgulha dizer que somos brasileiros.

Para que se enganar? A Africa é nossa verdadeira mãe. Amém!


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Uma herança subestimada

Imagem: Google
O Brasil nasceu da nada amigável união entre a mãe África e o pai Portugal. O português foi pró-ativo, determinado. Pegou o primeiro bote e veio fazer fortuna do lado de cá. E, como não daria conta de tudo sozinho, optou pela mão-de-obra barata dos africanos. Obrigou nossa mãe a trabalhar em regime escravo em prol do benefício Português. Relação desequilibrada e desleal, que deixou ao nosso país uma herança de visão limitada e, por que não dizer burra, sobre a mãe que nos amamentou.
Não podemos negar a relevância das navegações, das 'descobertas', dos investimentos. Houve seu mérito. Porém, não devemos anular a contribuição dos que derramaram suor e sangue para que o Brasil chegasse onde está.
Estamos atrasados do horário de tirar a venda dos nossos olhos e entender que o continente africano não era nem é composto por países miseráveis e por escravos; enxergar que maior quantidade de melanina não significa inferioridade diante dos demais. Precisamos retirar os resquícios de uma visão de 500 anos atrás onde o homem, pelo simples fato de ser negro, era violentado nos aspectos físicos, sociais, culturais e carrega até os dias de hoje essa violência e esse sentimento de inferioridade.
Ainda há dúvida, medo e vergonha em algumas pessoas de admitirem sua descendência. As religiões africanas ainda são vistas como algo exótico e/ou engraçado. Às vezes, vira um hobby momentâneo. A cultura africana, muitas vezes vivenciada nas escolas, nos bairros, é tomada como algo brasileiro por simples falta de conhecimento dessa rica influência em nosso país.
Enfim, ainda há muitas barreiras para serem rompidas. Para isso existem as cotas (não entrarei no mérito), as leis obrigando o estudo da influência africana nas escolas e outras leis punindo atitudes racistas. Não é assim que funciona com a gente? Antes de curarmos a doença usamos uns paliativos. Um dia a cor da nossa pele será apenas um detalhe diante da complexidade do ser.

domingo, 5 de dezembro de 2010

É NA DIFERENÇA QUE PERCEBEMOS: SOMOS TODOS IGUAIS

Imagem: Google.
O que é ser diferente?
É não ser o mesmo?
É não ser igual ao outro?

E o que é ser igual?
É ser como os outros?
Ou ter na sua essência o que os outros têm?

Somos diferentes e iguais ao mesmo tempo
Diferentes porque temos nossas individualidades
Iguais porque temos as mesmas necessidades

Comer, viver, amar e ser amado
Morrer é uma consequência do viver
Da qual ninguém escapa

E vamos para o mesmo lugar