
“A proximidade maior da imoralidade que nos é permitida: estarmos executando nossas mais profundas ordens.”
A princípio, uma leitura atípica, complexa, densa, que em sua natural condução nos leva ao nosso encontro. Inquietante a cada página.
Repudiar com veemência todo tipo de ação ou comportamento limitante que vá de encontro com a nossa verdade maior, com o nosso EU verdadeiro, nossa essência. É assim que Bonder vai caminhando na construção do significado de imoralidade e de alma.
Alma no sentido de “... nada mais do que o componente consciente da necessidade de evolução, a parcela de nós capaz de romper com os padrões e com a moral”. Para Bonder é a alma a nossa essência, o que somos verdadeiramente e seria ela a quem deveríamos atender em sua completude. Porque é ela quem nos leva pra adiante, quem quer nos levar ao nosso melhor, à verdade. É ela quem nos leva mais próximos de sermos mais felizes. E imoral seria tudo que externo à nossa alma, logo também à nossa essência, nos distancia da nossa felicidade, da nossa verdade.
Bonder incansavelmente destrincha sua admiração pela transgressão. Transgressão em seu melhor sentido, o de se aproximar e encontrar a si, indo em sentido oposto às regras, imposições, normas e a tudo mais que nos tenha sido posto dogmaticamente, e que sendo assim, nos limite e aprisione por toda uma vida.
Em suma, um convite à espontaneidade.
Tá recomendado!
