terça-feira, 21 de maio de 2013

O Homem Deus



Essa é a segunda temporada do Café com Leitura que tenho o privilégio de participar. Pensei sobre qual livro indicar e acabei por escolher um que queria ler já fazia algum tempo, "O Homem-Deus" do Luc Ferry.

Nosso encontro foi no sábado, dia 04/05 e estivemos presente eu, +Ana Carla e +Glenda. Como sempre, é delicioso encontrar as amigas para conversar sobre o que estamos lendo. O encontro foi super tranquilo e começou meio despretensioso, falamos de muitas coisas até chegarmos no livro. Levantei alguns pontos que julguei que mereciam uma discussão. Ana Carla também colocou suas ideias, a partir do livro, demonstrando que tinha apreciado a leitura e Glenda fez algumas associações interessantes a partir sobretudo do início do livro.

Os posts que nascerão desse livro MERECEM nossa visita!!


Próximo encontro: 01/06
Título: Vidas Secas - Graciliano Ramos

Indicação: Glenda Carla

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O Capibaribe de João Cabral: poesia inteligente do poeta engenheiro



Aos 32 anos de idade não posso, nem devo, me dar ao luxo de ficar me envergonhando por minhas verdades. Ler João Cabral de Melo Neto até então era uma aventura da qual eu ainda não tinha decidido participar.

Nos tempos surubinenses de Colégio do Amparo e Marista Pio XII o nível de estímulo para leituras em minha vida, quase se aproximava de zero. Falo tanto de incentivos e referências domésticas, quanto didático-pedagógicos. Lia o que “dava na telha” e nem sempre a telha ofertava algo de útil.

Tive sorte de ao menos gostar de ler. Claro que o lamento é pelo tempo que perdi com algumas pérolas reprováveis, entretanto, foram essas mesmas leituras que também ajudaram a me construir enquanto ser humano, que me ajudaram a ser quem sou, afinal como diria Ana Carolina “... nem o erro é desperdício, tudo cresce...”

A leitura de O Rio foi um “auto-presente”. Me favoreceu muito a temática do Capibaribe que hoje muito me tem chamado a atenção pela pauta estadual de navegabilidade do mesmo. Eduardo Campos bancando um estudo necessário de implementar rotas alternativas pro transporte público, tem cometido o pecado de fazê-lo de maneira amadora e irresponsável. Em suma, vão dragar o Capibaribe em profundidade suficiente que irá superficializar os grandes depósitos de metal pesado que dormem a longos anos em camadas profundas, provenientes da tamanha poluição acumulada ao longo dos anos.

Então ao saber desse lançamento não tive como não querer muito unir o útil ao agradável: ler pela primeira vez João Cabral de Melo Neto e ter a oportunidade de saber de suas perspectivas sobre o Capibaribe.

Dito isto só me restam agora os elogios. Livro lindo! Poesia peculiar, que emociona com a beleza com a qual ele trabalha as palavras, ilustrando-as, dando contornos e perspectivas bem próprios. Provoca o leitor, a sabedoria do homem, cidadão e poeta que, em profundidade, aborda perspectivas diversas sobre um mesmo tema, sem se tornar cansativo ou repetitivo.

Impossível não registrar com ênfase a emoção de reler (dessa vez por inteiro) Morte e Vida Severina. Muito bom descobrir (mesmo que tardiamente) um autor recifense de tão alto gabarito e maestria. E satisfeita por perceber e reconhecer que a temática da importância do Capibaribe pro nosso estado, apesar de pouco pautada pelos artistas, intelectuais e políticos da atualidade foi profundamente avaliada por um grande homem das letras pernambucanas.

O Rio foi mais que um achado meio que ao acaso, foi uma leitura prazerosa, uma descoberta, uma oportunidade bem feliz de conhecer e compartilhar um pouco da sábia e perspicaz poesia de João Cabral de Melo Neto. Gosto de quero mais!

sábado, 20 de abril de 2013

Às margens do Capibaribe, CCL navegou em O Rio


Sábado 06 de abril, aconteceu o segundo encontro da terceira temporada do CCL. Dessa vez o encontro foi realizado no Kampalla Café, no Paço Alfândega. Em pauta a poesia de João Cabral de Melo Neto com a leitura do novíssimo O Rio, um compilado de poesias que pautam o Capibaribe, suas histórias, geografia e trajetórias. Em O Rio o grupo pôde se deleitar com as leituras de poemas como Morte e Vida Severina, O cão sem plumas e outros poemas.
Ana Carla, Glenda Carla e Martha Perusi, além do agradável encontro, num local confortável e com menu variado, puderam provar crepes, sopas, chocolates, salgados e cafés. A análise de O Rio contou com a leitura de fragmentos de poesias que tocaram e dialogaram com cada uma das presentes, contando com a discussão das entrelinhas propostas por João Cabral.
Na sequência das postagens, seguem as impressões individuais da leitura.

Próximo encontro: 05/05/2013
Título: O Homem-Deus, de Luc Ferry
Indicação: Martha Perussi

terça-feira, 2 de abril de 2013

Sobre o filme Amour

           



          "Não estou no meu melhor momento pra falar de Amor". Foi a resposta que me veio à mente quando fui questionada pela ausência do meu texto aqui no blog. A contra-argumentação foi esta: "não é pra falar de amor é pra falar do filme". 
        Agora estou aqui pensando como excluir um do outro. Evidentemente milhares de leituras ocorrerão porque o filme é surpreendente em diversos aspectos. Eu que me detive ao romantismo, à cumplicidade e ao amor presentes ali.
         De todos os conceitos que já li sobre o amor, que o amor é isso, o amor é aquilo, nenhum me colocou de frente com a dificuldade, com o dia a dia, com a rejeição. Quando se fala de amor, até no amor universal, falamos no equilíbrio, nas condições ideais de temperatura e pressão. E quando há desequilíbrio? E quando o ser amado nem está mais ali, em espírito? Dirão os puristas: "quando há desequilíbrio, não é amor. Não sei. 
     Após a doença de Anne e suas previsíveis consequências, Georges continuou lá e fez tudo do jeito que ela pediu, acredito eu que pensando no bem estar dela e não no dele. Não sabemos a pretensão de Haneke, mas uma coisa é certa: ele conseguiu surpreender com seu recorte de um cotidiano. 
         A forma trágica como George termina com tudo aquilo, me deixou sem palavras. Saí do cinema tentando fazer o exercício de me colocar na mesma condição pra saber o que eu faria. Até hoje não cheguei à conclusão. Mas concordo que houve amor do início ao fim.  

Fonte da imagem: Pense fora da caixa

terça-feira, 19 de março de 2013